quarta-feira, 28 de julho de 2010

Dilma vai se aproximar mais dos eleitores nos estados

A candidata Dilma Rousseff disse hoje que vai intensificar os encontros com a população dos diferentes estados para apresentar ideias e propostas que sustentam o projeto de desenvolvimento com inclusão social iniciado pelo atual governo. Segundo ela, as mudanças feitas pelo governo Lula são muito bem avaliadas pela população.

Dilma observou que seu desempenho na campanha está bom, visto que é a primeira vez que concorre a um cargo eletivo e que há um cenário favorável a sua candidatura. "A pesquisa [eleitoral] é uma indicação do momento e ela deve deixar a gente humilde, sem subir no sapato", afirmou a candidata durante entrevista, na manhã de hoje, à rádio Difusora de Mossoró (RN), uma das mais importantes da região.

PAC 2

A candidata falou sobre um conjunto de obras importantes do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC 2) no Rio Grande do Norte. Entre elas, está o terminal salineiro de Areia Branca - o estado é um dos maiores produtores de sal do país. Outro projeto destacado por ela foi o aeroporto de São Gonçalo do Amarante.

Se eleita, Dilma garantiu empenho para finalizar o projeto da adutora de Santa Cruz, em Apodi, para Mossoró. "Eu asseguro, pois sou responsável por ela, nos colocamos ela no PAC e eu participei de todas as discussões que envolvem essa adutora." Em relação a esta obra, Dilma deu uma boa notícia aos ouvintes: dos R$ 230 milhões previstos, os R$ 111 milhões da União já estão em processo de liberação e o financiamento de R$ 119 milhões está em avaliação final no Tesouro Nacional.

"É uma das obras que consideramos fundamentais, pois dá acesso à água para a população dessa região e, sem sombra de dúvida, significa uma modificação da qualidade de vida da população de Mossoró", afirmou, acrescentando ainda a importância da pavimentação e melhoria da Estrada do Sal, no trecho Mossoró, Upanema e Campo Grande, de aproximadamente 78 quilômetros. A melhoria da estrada é uma reivindicação antiga da população.

Copa do Mundo

Na entrevista de 30 minutos, Dilma ressaltou também que o estado vive um momento especial. A capital Natal foi escolhida para sediar jogos da Copa de 2014 no Brasil. A candidata se comprometeu a dar "integral apoio" para que a cidade dê um "show de bola". Em sua opinião, o estado atrairá muitos visitantes nacionais e internacionais interessados em visitar as belezas naturais (praias, dunas), espalhadas por seu litoral. "Podem contar comigo para garantir uma Copa do Mundo de primeira linha."

Internet, a praça moderna

Dilma destacou ainda a importância da internet nesta campanha eleitoral, por conta do papel democratizador da informação que as redes sociais desempenham. Para ela, sites e blogs criam outra dinâmica no acesso à informação pela população, evitando o monopólio por parte de um ou outro veículo de comunicação.

Ela lembrou que os gregos consideravam a praça como o lugar para os cidadãos se encontrarem. "A internet, do ponto de vista da política, é a moderna praça", disse a candidata, que chega a Natal nesta quarta-feira, onde cumpre uma agenda que inclui a participação da reunião da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC).

terça-feira, 27 de julho de 2010

Eduardo é o melhor governador do País

Com 62% de aprovação – soma dos que consideram seu governo ótimo e bom -, Eduardo Campos é o governador mais bem avaliado do País. Segundo pesquisa Datafolha feita na semana passada em oito estados e no Distrito Federal, Eduardo teve nota média de 7,7. Apenas 7% dos entrevistados considera seu governo ruim ou péssimo.

De acordo com o Datafolha, em segundo lugar vem Jaques Wagner (PT), da Bahia, com nota 6,6 e, em terceiro, Orlando Pessuti (PMDB), que governa o Paraná porque Roberto Requião (PMDB) se desincopatibilizou para disputar uma vaga no Senado. Pessuti recebeu nota 6,3.

Encontro com cientistas e caminhada em Natal

Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), em Natal. No evento, ela deverá lembrar a ampliação dos investimentos em pesquisa e inovação tecnológica pelo governo Lula atualmente 0,6% do PIB. Em 2003, o investimento público no desenvolvimento científico era de 0,52%.


Entre 2003 e 2009, o número de bolsas para pesquisas científicas passou de 83 mil para 149,5 mil. A expectativa para este ano é que 160 mil bolsas sejam concedidas. Já os institutos nacionais de ciência e tecnologia (INCTs), que somavam 17, são agora 122.

Caminhada em Natal

Na sua passagem por Natal, Dilma terá ainda um encontro com os eleitores no bairro do Alecrim, no coração da cidade. A concentração está marcada para 14h no ponto do Mercado das Seis. De lá, a candidata seguirá até a Praça Gentil Ferreira, onde foi realizado, 25 anos atrás, o primeiro comício pelas eleições diretas no Rio Grande do Norte.

"É uma feliz coincidência", disse a deputada Fátima Bezerra (PT-RN). Segundo ela, a candidatura de Dilma Rousseff tem o apoio de 12 partidos no Rio Grande do Norte. Três candidatos a governador estão com Dilma, garante a deputada.

"O clima aqui é de muita unidade, engajamento e entusiasmo. Para além das disputas no plano local, o movimento pró-Dilma Rousseff aqui no Rio Grande do Norte está dando uma demonstração de maturidade política e de compromisso com o Brasil. E a nossa expectativa é fazer uma bela festa democrática para ela nesta quarta-feira", afirmou Fátima Bezerra.

sábado, 24 de julho de 2010

Vox Populi aponta Dilma com vantagem de oito pontos

A pesquisa eleitoral do Instituto Vox Populi, contratada e divulgada hoje pela Band e pelo Portal IG, mostra mais uma vez a liderança da candidata do PT ao Palácio do Planalto, Dilma Rousseff. Dessa vez, a petista tem 8 pontos percentuais de vantagem em relação ao segundo colocado, José Serra (PSDB).

O levantamento aponta Dilma com 41% das intenções de voto, contra 33% do tucano. Marina Silva, candidata do PV, tem 8%. Na sondagem anterior, divulgada no dia 29 de junho e que incluía 11 nomes, Dilma tinha 40% contra 35% de Serra e 8% de Marina.

O Vox Populi aponta ainda que os demais candidatos somam 1% da intenção de votos. Os votos brancos e nulos chegam a 4%. E 13% dos entrevistados disseram que ainda estão indecisos.

Esse foi o primeiro levantamento desde a oficialização das candidaturas junto ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE). O instituto ouviu 3 mil eleitores nesta semana, e a margem de erro é de 1,8 ponto percentual.

Voto espontâneo

Na pesquisa espontânea, quando o entrevistado não recebe uma lista para escolher o candidato preferido, Dilma também lidera. A petista tem 28%, contra 21% do candidato do PSDB e 5% de Marina. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva, mesmo sem estar concorrendo, tem 4% das intenções de voto.

A rejeição do candidato tucano também é a maior entre os concorrentes: 24%. A de Dilma é a menor e ficou em 17%.

Segundo turno

Numa possível disputa entre Dilma e o candidato tucano no segundo turno, a candidata do PT também venceria segundo o levantamento. Dilma teria 46% das intenções de voto e Serra apenas 38%.

A candidata que representa a continuidade do governo Lula tem o melhor desempenho na região Nordeste, onde abre 30 pontos de vantagem em relação ao concorrente da oposição (54% a 24%). O tucano só leva vantagem na região Sul, onde a pesquisa aponta uma vantagem de 4 pontos em relação à Dilma (39% a 35%).

Na região Sudeste, onde se concentra o maior eleitorado do país, há um empate técnico. O tucano tem 36% da intenção de votos, e Dilma está com 34%.

A petista lidera tanto entre os homens quanto entre as mulheres. Ela tem 43% das intenções do eleitorado masculino contra 34% de Serra e 7% de Marina. No eleitorado feminino, Dilma tem 38%, o tucano 32% e a verde 9%. Dilma também é a preferida em todas as faixas e níveis de ensino.

sexta-feira, 23 de julho de 2010

Dilma: oposição é incapaz de ampliar o Bolsa Família

A candidata do PT à Presidência da República, Dilma Rousseff, disse hoje que a oposição não é capaz de aumentar o alcance do programa Bolsa Família, como vem prometendo. Segundo ela, isso foi demonstrado na administração de programas sociais de São Paulo.

“Eu disse que é impossível que ele [o candidato da oposição] faça isso [duplicar o Bolsa Família]. Ele tinha três programas sociais em São Paulo no período que foi governador. O Renda Cidadã, que era o principal deles, reduziu-se. Não se ampliou”, disse, durante sabatina do Portal R7.

Segundo ela, o estado de São Paulo tem 1,1 milhão de pessoas que recebem o Bolsa Família, porém esse número deveria alcançar 1,4 milhão. “Nós não conseguimos cadastrar. Eles foram governantes do município e não conseguiram cadastrar 300 mil pessoas.”

Dilma disse que há uma diferença entre dizer e fazer. “Quando eles [a oposição] puderam mais, eles eram governo, fizeram menos. Nós, quando pudemos mais, fizemos mais. E fizemos isso na pior época. Quando a gente fez o [programa] Bolsa Família percebemos que tinha inflação em descontrole, uma dívida com o FMI [Fundo Monetário Internacional] e, além disso, não tínhamos dinheiro para nada.”

Os programas sociais do governo Lula, ressaltou ela, não são um anexo ou plataforma de eleição. Dilma voltou a lamentar as práticas políticas e a falta de propostas da oposição.  “Eu espero que não seja uma guerra, espero que seja uma luta democrática”, disse.

Salário mínimo

Dilma assumiu o compromisso de manter a atual política de reajuste do salário mínimo, que já garantiu aos trabalhadores e aposentados aumento real de mais de 70% durante o governo Lula.  Segundo ela, a valorização do salário mínimo, a geração recorde de empregos formais e as políticas sociais foram responsáveis pela saída de mais de 24 milhões de brasileiros da linha de pobreza e a ascensão de 31 milhões de pessoas para a classe média.

A candidata do PT elogiou o papel das Forças Armadas no país hoje e disse que em muitos locais são eles que garantem o sentimento de nacionalidade e até são responsáveis pela saúde e a educação de qualidade.

Segundo ela, os militares podem cumprir também um papel importante na estratégia e na indústria de defesa.
A petista voltou a afirmar que o aborto deve ser tratado pelo aspecto da saúde pública e que não defende a prática. Segundo ela, o aborto é uma violência contra a mulher e que não conhece nenhuma mulher que defenda o aborto como prática. Segundo ela, nos casos previstos em lei, o Estado tem que garantir um tratamento adequado para as mulheres que precisam passar por esse procedimento. Ela disse novamente que defende que os direitos civis dos casais heterossexuais sejam estendidos para os casais homossexuais.

quinta-feira, 22 de julho de 2010

Seguir reduzindo as desigualdades regionais

A candidata Dilma Rousseff reforçou hoje que irá avançar, em um eventual governo, com ações para combater as desigualdades regionais em território nacional. As diferentes regiões, observou, são importantes para o Brasil.

“O Nordeste, por exemplo, eu acho que nós temos muito a fazer”, disse ela, ao destacar, em entrevista a rádio Marano FM, de Garanhuns (PE), que foi no governo do presidente Lula que a região registrou avanços, com a chegada de investimentos em infraestrutura.

Segundo Dilma, projetos significativos que estão sendo desenvolvidos como a integração do São Francisco e ferrovia Transnordestina. A entrevista de Dilma foi a primeira da série que será realizada pela rádio com candidatos a cargo eletivos do dia 3 de outubro. Amanhã, Dilma estará na cidade para visitar o Festival de Inverno de Garanhuns, famoso evento turístico da região e que deverá contar também com a presença de seu filho ilustre, o presidente Lula.

O festival tem sua singularidade porque Garanhuns, apesar de estar no agreste Pernambuco, registra temperaturas baixas nesta época do ano,  o que lhe valeu o título de “Suíça Pernambuca”.

Bolsa Família

Durante a entrevista, Dilma garantiu que irá trabalhar para ampliar a totalidade da cobertura do Bolsa Família, programa voltado para famílias carentes. Em Garanhuns, cidade com mais de 130 mil habitantes, o índice de cobertura chega a 87%.

“Nós vamos querer erradicar a pobreza (no Brasil). Erradicar a pobreza tem que se começar por erradicar aí no Nordeste. Acabar com a pobreza é garantir empregos aí”, afirmou a candidata, citando investimentos privados que estão sendo desenvolvidos na região.

Seguir mudando

Ao ser perguntada sobre experiência administrativa para governar o país, Dilma lembrou que exerceu o segundo cargo mais importante na hierarquia governamental,  a Casa Civil. Para ela, o presidente Lula será, sempre que necessário, um conselheiro.

“Eu acredito que nenhum dos meus adversários conheça o governo federal como eu conheço”, disse. “Nenhum deles também governou junto com o presidente, diretamente e intimamente, ligada a um projeto, passando por mim, por ordem do Presidente, todos os grandes programas. Sem exceção, eu conheço todo o Brasil.”

 Aliança política

Dilma falou também da importância de alinhavar apoios com diferentes partidos para sustentar um projeto político, econômico e social. O Brasil, lembrou ela, é um país muito diverso e não pode ser representado por um único partido ou região. A importância está em formar uma aliança política sólida, composta por representantes políticos competentes, éticos, preparados tecnicamente, mas com responsabilidade política e compromisso social.

A candidatura comentou ainda sobre a importância crescente do papel da mulher na sociedade, tanto do ponto de vista social, político e econômico. Como exemplo, citou o crescimento do empreendedorismo formal, no Nordeste, que está sendo puxado pelas mulheres, que cada vez mais estão se organizando e contribuindo para o avanço social.

Dilma defende governo de coalizão para representar diversidade do país

A candidata do PT ao Palácio do Planalto, Dilma Rousseff, concedeu hoje entrevista ao programa 3 a 1, da TV Brasil, e falou de suas propostas para a educação, saúde, sistema tributário. A petista defendeu o governo de uma coalizão de partidos para que toda diversidade política do país esteja representada.

Dilma afirmou ainda que as lideranças políticas que almejam governar o Brasil não podem balizar as relações internacionais do país em opiniões pessoais. “O Brasil não pode, em momento algum, ver qualquer um de seus líderes [políticos] fazer campanha eleitoral falando de outros países.”

Veja abaixo os principais trechos da entrevista que vai ao ar às 22h.

Política Externa

Política externa e representação institucional são bem diferentes de posições pessoais e briga eleitoral. O Brasil não pode, em momento algum, ter qualquer um de seus líderes [políticos] em campanha eleitoral falando de outros países. Não se usam qualificativos em relação a outros governos, a não ser que se queira um isolamento ou uma política de grande potência ultrapassada da década de 50, do tipo big stick. Ou seja, a capacidade do porrete. Como nós não estamos nessa época, eu acho oportuno ter um extremo cuidado quando nos posicionamos sobre outros países.

Coalizão

O Brasil é um país com muita diversidade de opiniões e pontos de vista diversos nos estados. Por isso, acredito na coalizão e temos que caminhar para essa prática no Brasil. Tem de construir um leque de alianças e estruturar propostas para o governo. Vou lutar para construir alianças políticas transparentes e que, na montagem do governo, se respeite essa coligação com critérios técnicos.

Sou contra a visão da ditadura que políticos teriam que ser tirados da pauta e apenas tecnocratas governariam o Brasil.

Lula

O Brasil está preparado para ter uma mulher presidente. Ele [o presidente] tem uma imensa capacidade de envolvimento, persuasão, e sabe escutar. Aprendi muito com ele. Não tenho a menor pretensão de substituir o presidente. Ele é uma pessoa, e eu sou outra. Mas acredito que vou honrar o legado dele, que é o que ele mais ama, que é o povo brasileiro. Isso eu vou fazer: cuidar do povo brasileiro. Mas eu vou me esforçar para compensar [o carisma] com muito trabalho.

Acusações sem provas

Estão fazendo ilações infundadas, jogando informações sem prova e, sobretudo, cometendo injúria e difamação sem provas. A gente tem que ter cautela e cuidado para não fazer insinuações que só tendem a beneficiar alguém no momento eleitoral. Acho que todas as acusações só podem ser feitas com provas.

Educação

Todas as avaliações mostram que se tem qualidade na educação quando há mais professores com ensino superior e com pós-graduação. Para ter qualidade, temos de exigir que nossos professores tenham curso superior e pós-graduação e pagar muito melhor que os pagamos hoje. Como é que o jovem que está estudando matemática vai ser professor se no estado mais rico do país [São Paulo] ele ganha R$ 1,8 mil? Precisamos de professores de Física e de Química. O salto que o país precisa dar depende do professor.

Liberdade de Imprensa

Temos de distinguir duas coisas. O mundo inteiro tem uma discussão e um marco regulatório em relação à convergência de mídia. Por exemplo, o controle estrangeiro nas mídias. Outra coisa é controle sobre conteúdo e restrição e censura à imprensa. Aí a única censura é o controle remoto. Sou contrária ao controle do conteúdo. O que é inadmissível é a censura à imprensa. É inadmissível alguém usar sua posição e ligar para o editor de um jornal e pedir punição para jornalista. Antes de falar em liberdade de imprensa tem que garantir a liberdade do jornalista e o direito de expressão.

Reforma Tributária

O governo tem de olhar se os recursos estão sendo usados da forma devida. A gente tem de procurar a melhoria da aplicação dos recursos arrecadados nos serviços prestados. De forma imediata não tem como [abrir mão da arrecadação]. Sou a favor da redução da carga tributária. Reduzimos o IPI de forma significativa, violentamente, dos automóveis, da linha branca e da construção. E houve um problema grave para os municípios e estados. Se tirasse a arrecadação tinha município que não sobreviveria.